CAMPU | CONHECER E ANDAR PARA MANIPULAR A PAISAGEM URBANA
Esta semana voltamos ao trabalho de campo, concluíndo assim a a 1ª série de percursos. Escolhemos o bairro de Alcântara, onde tantas vezes circulámos e cujos resguardos nas portas e janelas, que tentam fazer frente às cheias eminentes, chamaram a nossa atenção.
Série #2 – Vale de Alcântara
O Vale de Alcântara dos dias de hoje, é um tecido urbano fragmentado por estradas e linhas de caminhos-de-ferro, muitas vezes saturado pela poluição e pelo trânsito, mas onde raramente encontramos pessoas ou sentimos o viver do espaço.
Como podemos ver nas imagens de 1912 e 1920, o vale era atravessado por uma ribeira navegável que após as obras de cobertura de 1945, passou a ser unicamente um “território do carro”, perdendo a sua vertente de circulação fluvial.
Hoje, no momento em que urge repensar a cidade, podemos imaginar como seria de novo o vale, com margens arborizadas, com espaços para as pessoas e sem os problemas de drenagem que causam cheias tão frequentes.
Durante os próximos 4 passeios da 2ª sessão iremos CONHECER E ANDAR nas margens do Vale de Alcântara e tentar perceber de que forma ainda é possível MANIPULAR A PAISAGEM URBANA para devolver os cursos de água à estrutura ecológica da cidade e humanizar espaços degradados.
Imagens da Ribeira de Alcântara (actual Av. de Ceuta)- fonte: Arquivo Fotográfico de Lisboa.
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Quinzenalmente enviaremos informação mais detalhada
Do
último passeio encontrámos fragmentos de uma cidade em regeneração, uma
piscina que se esqueceram de inaugurar e diferentes formas de habitar a
cidade (ver fotos online em www.bound-ap.com/campu):
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